Gravidez na Adolescência

Gravidez na Adolescência

Gravidez na Adolescência


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a gestação na adolescência é considerada uma gravidez de alto perigo.


Isto é resultante das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, além de acarretar complicações sociais e biológicos.


 


Gestação na Adolescência e suas Consequências


A maior parte das adolescentes que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que agrava os riscos de desemprego, dependência econômica dos familiares. Isto contribui para a perpetuação da pobreza, do baixo grau de escolaridade, do abuso e da violência familiar, tanto à mamãe como à criança.


A ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes. A situação socioeconômica e a falta de ajuda e de orientação da gravidez (pré-natal) contribuem para que as adolescentes nunca recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, importância da amamentação e vacina da criança. Similarmente é grande o número de adolescentes que se submetem a abortos inseguros, usando substâncias e medicamentos para abortar ou em clínicas clandestinas. Isto possui grandes ameaças para a saúde da adolescente e até risco de vida, sendo uma das principais motivos de morte materna. Tudo isto acarreta prejuízo às crianças, impacto na saúde pública, além da defeito no progresso individual, social e profissional da grávida. Isto é, prejudica não apenas a vida da jovem grávida, como influencia sua família e até o progresso do país.


Gestação Precoce


A gestação na juventude pode acarretar resultados emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do criança. Ela ocorre no divisa mínimo da vida reprodutiva da mulher, que é dos 10 aos 19 anos de idade. A adolescência é um estágio da vida repleto de manifestações emocionais, caracterizadas por incerteza de papéis, alteração de princípios e dificuldades face à busca de autonomia pela vida. A gestação na adolescência é várias vezes encarada de maneira negativa do ponto de vista emocional e financeiro das adolescentes e suas famílias, alterando radicalmente suas rotinas. De acordo com dados de 2013 das Nações Unidas (ONU), 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano em volta do mundo, das quais 2 milhões são menores de 15 anos (estima-se que até 2030, este quantia chegará a 3 milhões se a tendência atual for mantida.) De acordo com a Unicef, o Brasil possui 21 milhões de adolescentes com idade dentro de 12 e 17 anos, sendo que por volta de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária. Um informação publicado em 2010 por um instituto relacionado à ONU, indica que 12% das adolescentes dentro de 15 e 19 anos tinham no mínimo um filho.


Principais Fatores da Gravidez na Adolescência


Há vários elementos de caráter objetiva e subjetiva que levam à gestação no começo da vida reprodutiva, por exemplo:



  • Ingenuidade e Submissão;

  • Violência;

  • Abandono;

  • Ausência de entendimento apropriado dos recursos contraceptivos e como usá-los;

  • Problema de acesso a estes recursos por lado do jovem;

  • Complexidade e timidez das meninas em ajustar o hábito do camisinha pelo companheiro;

  • Anseio de construir uma relacionamento estável com o parceiro;

  • Forte atração pela maternidade, com esperança de mudança social e de conquista de independência a partir da maternidade;

  • Meninas com começo da vida sexual cada vez mais imaturo.


O espaço familiar também possui correlação direta com o início da atividade sexual. Experiências sexuais precoces são observadas em adolescentes em cuja família, os irmãos mais velhos já apresentam vida sexual presente. É normal deparar adolescentes grávidas cujas mães igualmente iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram ao longo a sua juventude. Por outro lado, famílias no qual se conversa e há instrução sobre a vida sexual, a situação pode ser incomum e a sexualidade mais bem aproveitada pelos adolescentes no tempo certo.



Como Evitar a Gravidez na Adolescência


A mais aconselhável maneira de evitar a gestação na adolescência é se prevenir adequadamente e conhecer o próprio corpo e do companheiro antes de iniciar a vida sexual. Meninos e meninas precisam se educar sobre os técnicas anticoncepcionais. A camisinha é o mais comum, mais acessível e menos difícil de usar e além da gestação indesejada, ela protege das doenças sexualmente transmissíveis.


Técnicas Anticoncepcionais


Há vários técnicas anticoncepcionais ou contraceptivos, que dividem-se em 4 tipos:



  1. Técnicas de Barreira: Utilizam produtos ou aparelhos que impedem a passagem dos espermatozoides pela vagina. São eles: Preservativo masculino (camisinha) e feminino; Diafragma; Espermicidas.

  2. Técnicas Comportamentais: Dependem acima de tudo do comportamento da mulher e exigem um entendimento prévio do corpo feminino para que possam ser aplicados. São eles: Tabelinha; Muco; Temperatura.

  3. Técnicas Hormonais: Comprimidos ou injeções fabricados com hormônios não naturais. Esta forma de procedimento interfere no equilíbrio hormonal do corpo da mulher, alterando o progresso do endométrio, o movimento das tubas uterinas, a criação do muco cervical e impedindo que ocorra ovulação. São eles: Pílulas; Injeções; Adesivos; Implantes: Dispositivo Intrauterino – DIU: Trata-se de um instrumento aplicado no interior da vagina para evitar a fecundação.

  4. Técnicas Cirúrgicos ou Esterilização: Não é propriamente um procedimento contraceptivo, porém efetivamente uma intervenção realizada no homem ou na mulher para evitar definitivamente a fecundação. A esterilização da mulher é chamada de laqueadura e a masculina, vasectomia.


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